Curiosidades
Casos Diversos
Arábia Saudita
Um sudanês foi sentenciado a receber 30 chibatadas como punição por fumar durante um voo da Saudi Arabian Airlines em fevereiro de 2009.
Argentina
Em Buenos Aires, os taxistas tentaram durante um período estabelecer a prática de tirar a impressão digital do passageiros para evitar assaltos. Muitos reclamaram, dizendo que a atitude era discriminatória. Além disso, o cliente tinha que deixar o veículo com os dedos sujos de tinta.
Austrália
Um centro turístico em forma de abacaxi foi transformado em patrimônio histórico pelo estado australiano de Queensland. Inaugurado em 1971, o "abacaxi" tem 16 metros de altura e é utilizado para reuniões e casamentos.
Coréia do Sul
Durante uma manifestação pela soberania da região de Tokdo (Coréia), sob o domínio do Japão, duas pessoas se mutilaram em sinal de protesto. Uma mulher decepou um de seus dedos com uma tesoura de jardim, e um homem cortou o dedo com uma machadinha de açougueiro. O caso ocorreu em março de 2005.
Escócia
Chegou em março de 2001, na cidade de Aberdeen, uma carta enviada da Austrália em janeiro de 1889. Sim, a carta escrita por um homem cujo sobrenome era Colin, demorou 112 anos para chegar ao destino. A senhorita Wardrop, destinatária, não estava mais no número 32 da rua Carden Place.
Hong Kong
Dois monges budistas foram chamados para exorcizar a redação do jornal South China Morning Post pois a publicação estava levando vários furos consecutivos.
Jordânia
Em protesto contra os Estados Unidos, uma noiva jordaniana se recusou a entrar em sua festa de casamento. Só entrou na cerimônia, realizada em agosto de 2001, depois que todos os refrigerantes de origem americana foram retirados do local.
Malásia
Um professor forçou um aluno a fumar 42 cigarros em 2 horas — quatro de cada vez. O mestre ficou bravo depois que achou um cigarro e um isqueiro no armário do aluno. O tio do estudante, quando descobriu a punição, deu queixa à polícia.
México
O curandeiro mexicano Aurelio Ramírez Cázares garantiu que tem o poder de "desviar furacões" e chuvas de granizo. Os estudiosos do Conselho para Cultura e Artes (Conaculta) do México ficaram impressionados com o discurso do curandeiro e prometeram que ele será consultado em caso de furacões.
Noruega
Um homem ultrapassou de propósito o limite de velocidade. Motivo: queria parar de bancar o motorista para a namorada. Conseguiu seu intento. O juiz não apenas tirou sua licença de motorista, como também o condenou a 14 dias de prisão.
Polônia
Na cidade de Slupca, enquanto o padre rezava em um funeral, um som começou a ser ouvido do caixão, já com o corpo. Todos saíram correndo, exceto a viúva, que desmaiou no local. Quando todos se acalmaram, a mulher lembrou que havia esquecido o celular ligado no bolso do paletó do falecido.
Portugal
Um português comprou um maço de cigarros na cidade do Porto. Dentro do pacote, que estava fechado e não tinha sinais de violação, havia uma substância inofensiva e uma mensagem com os dizeres "Quer deixar de fumar? Venha à Igreja Universal do Reino de Deus".
Rússia
Uma astróloga anunciou em 5 de julho de 2005 que iria processar a Nasa porque um de seus projéteis colidiu com o cometa Tempel 1. Segundo ela, isto alterou os mapas astrais e distorceu os horóscopos que ela havia preparado.
domingo, 6 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
| Curiosidade do dia |
Datas comemorativas
Novembro
- 01 - Dia de Todos os Santos
- 02 - Dia de Finados
- 03 - Dia do Cabeleireiro
- 03 - Instituição do Direito e Voto da Mulher (1930)
- 03 - Dia Internacional do Gerenciamento de Projetos
- 04 - Dia do Inventor
- 05 - Dia da Ciência e Cultura
- 05 - Dia do Cinema Brasileiro
- 05 - Dia Nacional do Design
- 05 - Dia Nacional da Língua Portuguesa (desde 2005)
- 05 - Dia do Radioamador e Técnico em Eletrônica
- 05 - Dia do Técnico Agrícola
- 08 - Dia do Aposentado
- 08 - Dia Mundial do Urbanismo
- 09 - Dia do Hoteleiro
- 10 - Dia do Trigo
- 11 - Dia do Soldado Desconhecido
- 12 - Dia do Diretor de Escola
- 12 - Dia do Supermercado
- 14 - Dia Nacional da Alfabetização
- 15 - Proclamação da República
- 16 - Semana da Música
- 17 - Dia da Criatividade
- 19 - Dia Internacional do Homem
- 19 - Dia da Bandeira
- 20 - Dia do Auditor Interno
- 20 - Dia do Biomédico
- 20 - Dia Nacional da Consciência Negra
- 21 - Dia da Homeopatia
- 21 - Dia mundial da televisão
- 21 - Dia das Saudações
- 22 - Dia do Músico
- 22 - Dia Internacional do Livro
- 25 - Dia Nacional do Doador de Sangue
- 26 - Dia do Ministério Público
- 27 - Dia do Técnico da Segurança do Trabalho
- 28 - Dia Mundial de Ação de Graças
- 28 - Dia do aniversário de Franca-SP
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
E
Exercicios de Fixação - Revolução Russa
Questões abertas
1- Explique a importância para a História do acontecimento denominado Revolução Russa.
2- Quais fatores contribuíram para a eclosão da Revolução Russa?
3- O que eram os Sovietes?
4- Diferencie os Mencheviques dos Bolcheviques citando as características de cada partido.
5- De qual maneira a 1ª Guerra Mundial influenciou o processo da Revolução Russa? Relacione Revolução Russa e a 1ª Guerra.
6- Explique as duas etapas do processo da Revolução Russa .
7- O que foi a NEP executada por Lenin?
8- Diferencie as idéias de Stalin das de Trotsky.
Questões Objetivas
1 - “ A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis ... Os proletários nada têm a perder com ela, a não ser as próprias cadeias e têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos!”
Assinale, nas alternativas abaixo, o nome do grande personagem da história a que devemos este pensamento:
a) Napoleão Bonaparte;
b) Thomas Malthus;
c) David Ricardo;
d) Friedrich Engels;
e) Karl Marx.
2 - O “Manifesto Comunista”, 150 anos depois da 1ª edição, guarda um caráter de atualidade porque:
a) a burguesia ainda é uma classe revolucionária.
b) a exploração das massas proletárias continua em andamento.
c) o capitalismo chegou à fase final das suas contradições.
d) os direitos civis dos proletários estão completamente assegurados.
e) a união proletária se concretiza em escala mundial.
3 - Leia o fragmento de texto seguinte, cuja referência bibliográfica foi intencionalmente omitida.
“A burguesia não forjou apenas as armas que lhe trarão a morte, produziu também os homens que empunharão essas armas: os operários modernos, os proletários. A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis. Os proletários nada têm a perder, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos.” [adaptação]
As idéias contidas nesse fragmento são representativas do(a)
a) Tratado de Versalhes, que criou uma série de determinações, visando enfraquecer o poder da burguesia na Europa.
b) Declaração dos Direitos do Homem que se colocou contra a sociedade, a qual mantinha privilégios exclusivos da burguesia.
c) Doutrina Monroe, que consolidou a autonomia latino-americana, propondo a união dos povos americanos.
d) Manifesto Comunista, que esboçou as proposições que se tornaram o alicerce do movimento comunista internacional.
b) Declaração dos Direitos do Homem que se colocou contra a sociedade, a qual mantinha privilégios exclusivos da burguesia.
c) Doutrina Monroe, que consolidou a autonomia latino-americana, propondo a união dos povos americanos.
d) Manifesto Comunista, que esboçou as proposições que se tornaram o alicerce do movimento comunista internacional.
4- O Partido Socialista era composto de duas correntes com diferentes idéias a respeito de como os operários tomariam o poder da Rússia: Os bolcheviques e os mencheviques. A partir desta informação podemos afirmar que:
I- Os bolcheviques achavam que se deveria formar um partido capaz do organizar a classe operária e instaurar a ditadura do proletariado através da luta armada.
II- Os mencheviques acreditavam que deveria formar um grande partido de massas, incluindo a burguesia, e participar das atividades políticas.
III- Lenin era o líder dos mencheviques e Kerensky dos bolcheviques.
IV- Bolchevique significa maioria e Menchevique significa minoria.
V- Os mencheviques conseguiram impor suas idéias e conduziram a Revolução Russa.
Após analisar as proposições acima assinale a alternativa correta:
A) Apenas a alternativa I é correta. B) Apenas a alternativa II é correta C) Apenas a alternativa III é correta
D) As alternativas I e III estão corretas E) As alternativas I, II e IV estão corretas.
5- Com relação ao processo revolucionário russo, que culminou com a tomada do poder pelos bolcheviques 1917, pode-se afirmar que:
a) Na fase denominada Comunismo de Guerra, as medidas tomadas por Lenin está a centralização da produção e a eliminação da economia de mercado.
b) O governo provisório de Kerensky, tão logo assumiu o poder, retirou a Rússia da Guerra através do tratado de Brest-Litovsky.
c) O lema “Paz, Terra e Pão”, adotado por Lenin, líder menchevique ,foi fundamental para o apoio do campesinato a revolução.
d) Na guerra civil entre brancos e vermelhos, os vermelhos receberam auxílio dos países capitalistas europeus.
e) Na fase da NEP (Nova Política Econômica), houve a estatização definitiva de todas as indústrias e a proibição de entrada de técnicos estrangeiros.
a) Na fase denominada Comunismo de Guerra, as medidas tomadas por Lenin está a centralização da produção e a eliminação da economia de mercado.
b) O governo provisório de Kerensky, tão logo assumiu o poder, retirou a Rússia da Guerra através do tratado de Brest-Litovsky.
c) O lema “Paz, Terra e Pão”, adotado por Lenin, líder menchevique ,foi fundamental para o apoio do campesinato a revolução.
d) Na guerra civil entre brancos e vermelhos, os vermelhos receberam auxílio dos países capitalistas europeus.
e) Na fase da NEP (Nova Política Econômica), houve a estatização definitiva de todas as indústrias e a proibição de entrada de técnicos estrangeiros.
6 -“Todo poder aos sovietes” Esta frase de Lenin estabelecia uma das bases da Revolução Bolchevique. O que eram os Sovietes?
a) Representavam os conselhos populares formados pela burguesia industrial, os camponeses e os operários.
b) Assembléia capaz do organizar a classe operária e instaurar a ditadura do proletariado através da luta armada
c) Significa comitês, eram congressos que reuniam trabalhadores, soldados e camponeses.
d) Um tipo de assembléia chamada Duma que congregaria representantes os trabalhadores e de outra classes sociais.
7- Quais as principais medidas estabelecidas pelos bolcheviques ao chegar no poder?
a) Estatizou fábricas, bancos, confiscou os bens e propriedades. Distribuindo os latifúndios aos camponeses. Retirou a Rússia da guerra
b) Mantiveram a Rússia na guerra. Aplicaram a economia de mercado e derrubaram o governo provisório.
c) Aboliram a censura à imprensa, legalizaram os partidos políticos e concederam anistia aos exilados políticos.
d) Derrubaram o Czar. Mantiveram a Rússia na guerra. Não atenderam a principal reivindicação dos camponeses: a reforma agrária Respostas:
1- O estudo deste processo revolucionário tornou-se importante para a História, em razão das representações e rupturas relacionadas com as mudanças na estrutura do poder político, sociais e econômicas. Em linhas gerais é considerada o modelo clássico de revolução proletária que destruiu a ordem capitalista e burguesa lançando os fundamentos do primeiro Estado socialista da história da humanidade, acontecimento este de relevância para a História.
2- Devido a uma combinação de vários fatores:
- A crise econômica; pesados impostos; a fome que atingia grande parte da população;
- Incapacidade administrativa dos Czares;
- As derrotas da Primeira Guerra Mundial;
- Grande desigualdade social existente no país.
3-Sovietes eram os conselhos ou comites populares formados por operários, soldados e camponeses que em tese representariam o poder do proletariado.
4-Bolchevique, cujo o significado em russo é maioria, achavam que se deveria formar um partido capaz do organizar a classe operária e instaurar a ditadura do proletariado através da luta armada.
Menchevique que significa minoria, acreditavam que deveria formar um grande partido de massas, incluindo a burguesia, e participar das atividades políticas.
5-A participação da Rússia na 1ª Grande Guerra foi desastrosa, apesar de ser o maior contingente militar entre os paises envolvidos era também o mais despreparado em matéria de armamentos. Evidentemente que este despreparo provocou enormes baixas no contingente militar e trouxe revolta entre a população. Além das perdas de vidas os elevados custos com a guerra agravou ainda mais as dificuldades econômicas do país e agudizou a reprovação do povo em relação a participação no conflito. A manutenção da Rússia na guerra pelo governo czarista foi um dos motivos que contribuiram para a deflagração da Revolução Bolchevique.
6- O primeiro momento deu-se com a revolução de fevereiro, que promoveu a queda do czarismo e a instalação de um governo da burguesia, democrático e liberal, comandado pelo partido Menchevique.
O segundo momento, com a revolução de outubro, marca o período da tomada do poder pelos bolcheviques marxistas (do partido operário), para instaurar o governo composto pelos proletários e início da história de um novo país que se chamou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) a partir de 1921.
7-Eram medidas de urgência, impostas pela gravidade da situação. Para aumentar a produção a qualquer custo, foram tomadas algumas medidas capitalistas, como a restauração da pequena e da média propriedade na industria alimentícia, no comércio varejista e na agricultura.
8-Trotsky era a favor de implementar o modelo de internacionalização da revolução, enquanto Stalin propunha primeiro consolidar a revolução dentro da URSS para depois promover a expansão.
Respostas das questões objetivas:1-e;2-b;3-d;4-e;5-a;6-c;7-a
Outubro
- 01 - Dia Internacional da Terceira Idade
- 01 - Dia do Vendedor
- 01 - Dia Nacional do Vereador
- 03 - Dia Mundial do Dentista
- 03 - Dia do Petróleo Brasileiro
- 03 - Dia das Abelhas
- 04 - Dia da Natureza
- 04 - Dia da Ecologia
- 04 - Dia do Barman
- 04 - Dia do Cão
- 04 - Dia do Poeta
- 04 - Dia de São Francisco de Assis
- 04 - Dia do Agente de Saúde e do Agente de Endemias
- 05 - Dia das Aves
- 05 - Dia Mundial dos Animais
- 07 - Dia do Compositor
- 08 - Dia do Nascituro
- 08 - Dia do Direito à Vida
- 08 - Dia do Nordestino
- 10 - Semana da Ciência e Tecnologia
- 10 - Dia Mundial do Lions Clube
- 11 - Dia do Deficiente Físico
- 11 - Criação de Mato Grosso do Sul
- 11 - Dia do Teatro Municipal
- 12 - Dia de Nossa Senhora Aparecida
- 12 - Dia da Criança
- 12 - Dia do Atletismo
- 12 - Dia do Engenheiro Agrônomo
- 12 - Dia do Mar
- 12 - Dia do Descobrimento da América
- 13 - Dia do Terapeuta Ocupacional
- 13 - Dia do Fisioterapeuta
- 14 - Dia Nacional da Pecuária
- 15 - Dia da/o Normalista
- 15 - Dia do Professor
- 16 - Dia Mundial da Alimentação
- 16 - Dia da Ciência e Tecnologia
- 17 - Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira
- 17 - Dia do Eletricista
- 18 - Dia do Médico
- 18 - Dia Mais Bello
- 18 - Dia do Estivador
- 18 - Dia do Securitário
- 18 - Dia do Pintor
- 19 - Dia do Profissional da Informática
- 20 - Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo
- 20 - Dia do Arquivista
- 21 - Dia do Contato
- 23 - Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira
- 24 - Dia das Nações Unidas – ONU
- 24 - Aniversário de Goiânia
- 25 - Dia da Democracia
- 25 - Dia da Saúde Dentária
- 25 - Dia do Dentista Brasileiro
- 25 - Dia do Sapateiro
- 28 - Dia do Funcionário Público
- 28 - Dia do Hidrógrafo
- 29 - Dia Nacional do Livro
- 29 - Dia Nacional do Adolescente
- 30 - Dia das Bruxas (Halloween)
- 30 - Dia do Comerciário
- 31 - Dia Mundial do Comissário de Vôo
- 31 - Dia nacional do Saci
- 31 - Dia do Balconista
domingo, 9 de outubro de 2011
Revolução Russa
A Rússia promoveu uma experiência revolucionária que marcou a trajetória do século XX. Já no século XIX, Karl Marx indicava que as desigualdades do sistema capitalista abririam portas para que as massas trabalhadoras viessem a tomar o poder. No entanto, a convocação dos trabalhadores em torno dos ideais de Marx parecia ser uma possibilidade remota em face ao desenvolvimento dos Estados liberais enriquecidos pelo favor dado às classes burguesas.
No entanto, a ocorrência da Primeira Guerra Mundial proporcionou uma possibilidade revolucionária que estremeceu essa ordem cingida pela burguesia capitalista. No começo do século XX, a Rússia vivia um momento histórico onde as desigualdades sociais instaladas fizeram com que camponeses e operários se mobilizassem politicamente. Nos campos, os trabalhadores rurais viviam em condições lastimáveis legitimadas por um governo que preservava os privilégios feudais da classe aristocrática.
Nas cidades, a burguesia tinha um papel político limitado e não tinha apoio devido para a configuração de uma economia industrializada. O parque industrial desenvolvido na Rússia, em grande parte, era fruto da entrada de capitais de investimento estrangeiros interessados em ampliar mercados e reduzir custos de produção. A classe operária, proveniente do tímido processo de industrialização, não tinha força política suficiente para exigir direitos.
Os gastos com a Primeira Guerra agravaram a situação econômica do país, potencializando o clima de insatisfação e mudança. Os sovietes, grupos de organização dos trabalhadores, transformaram-se em grandes centros de discussão política. A partir da organização dessas pequenas unidades, a revolução foi possível e instituiu um novo poder na Rússia. Depois de consolidada, as teorias socialistas tiveram que se defrontar com os desafios mais imediatos de uma situação histórica nunca antes vivenciada.
Segundo alguns pensadores, o que se viabilizou no interior da Rússia foi um Estado cada vez mais distanciado dos princípios pautados por Marx e Engels. O Estado ganhou cada vez mais força, impedindo o florescimento de uma sociedade comunista. Mesmo não podendo constatar uma resposta conclusiva para tal perspectiva, não podemos deixar de vislumbrar como esse fato histórico inspirou outros movimentos de caráter socialista e comunista ao redor do planeta.
domingo, 21 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Datas Comemorativas
Agosto
- 01 - Dia Nacional do Selo
- 01 - Dia Mundial da Amamentação
- 03 - Dia do Tintureiro
- 05 - Dia Nacional da Saúde
- 08 - Dia do Pároco
- 11 - Dia da Televisão
- 11 - Dia do Advogado
- 11 - Dia do Estudante
- 11 - Dia do Garçom
- 11 - Dia Internacional da Logosofia
- 12 - Dia Nacional da Artes
- 12 - Dia dos Pais (festa móvel, sempre no 2-º domingo do mês)
- 13 - Dia do Economista
- 15 - Ascensão de Nossa Senhora
- 15 - Dia da Informática
- 15 - Dia dos Solteiros
- 16 - Dia do Filósofo
- 19 - Dia do Artista de Teatro
- 19 - Dia Mundial da Fotografia
- 20 - Dia dos Maçons
- 22 - Dia do Folclore
- 23 - Dia da Injustiça
- 24 - Dia da Infância
- 24 - Dia dos Artistas
- 24 - Dia de São Bartolomeu
- 25 - Dia do Feirante
- 25 - Dia do Soldado
- 27 - Dia do Corretor de Imóveis
- 27 - Dia do Psicólogo
- 28 - Dia da Avicultura
- 28 - Dia dos Bancários
- 29 - Dia Nacional de Combate ao Fumo
- 31 - Dia dos Nutricionistas
Sarah L.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Fotografias que fizeram história
A menina do VietnãEm 8 de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali encontrava-se Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem.
Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.
- "O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara? - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em 1 de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong.
Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que converteu-se em fotógrafo paisagístico.O beijo da Time Square
O Beijo de despedida a Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se.Espreitando a morte
Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro.
A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota.
Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.Triunfo dos Aliados
Esta fotografia do triunfo dos aliados na segunda guerra, onde um soldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio, demorou a ser publicada pois as autoridades Russas quiseram modificá-la. A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldado aparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque. Sendo assim foi modificada para que não ficasse feio para os soviéticos.
Sarah L.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Hotel Rwanda
Hotel Rwanda é a história do poder de sobrevivência e força interior de um homem face ao genocídio de 1994 na capital de Ruanda, Kigali. Onde foi atrás das suas vontades perante o cenário macabro, chacina de muitas pessoas e conflitos entre tribos devido à morte do presidente de Ruanda na sua viagem onde ia acordar um tratado de paz à Tanzânia e o seu avião foi abatido, os elementos do governo da tribo Hutu culparam os Tutsis por este acontecimento, aí instalou-se o caos. Deu-se início ao genocídio. Durante o conflito Paul Rusesabagina pertencendo à tribo Hutu, deixa os ideais da sua tribo para ouvir o seu interior, então protege a sua família e os seus mais chegados, fazendo de tudo, subornando os militares com dinheiro, uísque, cerveja... para salvar a sua família, amigos que pediram refúgio na sua casa e turistas do hotel que ele geria (Hotel des Mille Collines)... Face à situação descontrolada, tropas canadianas vindas pela parte da Nações Unidas, tentam proteger os estrangeiros instalados no meio do caos, para que nada lhes acontecesse. Entretanto surgem tropas belgas com apenas o objectivo de resgatarem os estrangeiros.
Paul vê-se numa situação difícil de digerir, tenta encontrar ajuda através do General, mas sem sucesso.A sua família fica a salvo depois de uma lista dos que vão ser cambiados para fora daquela situação, a sua família consta na lista, mas Paul não consegue virar costas aos outros então manda a sua família no caminho de uma cilada engenhosa dos Hutus, sem se aperceber de tal coisa.
...
Durante este cenário, alguns dos Direitos Humanos foram violados, apenas um homem seguiu o seu padrão de ideais, não se deixando levar pela sua crença na tribo Hutu e seguindo os valores humanos, combateu a desvalorização da vida humana naquele massacre, dando bens materiais e dinheiro em troco de vidas. Desfazendo-se de quase tudo o que possui-a.
Violou-se a liberdade de escolha ao fazer-se distinção entre quem era de uma das tribos, então quem pertencesse à tribo Tutsi era abatido e alguns dos traidores da tribo Hutu , então é um pouco de racismo não de cor mas de um tipo de crença.
Todos os humanos têm direito à liberdade, segurança pessoal e direito à vida, o que não aconteceu também.
Todos são iguais perante a lei, não é verdade aos olhos destes acontecimentos.
Direito de igualdade violado, inúmeras vezes.
Invasão de privacidade, quando o Paul e a sua família estavam a dormir, apareceram os militares no seu lar, violando o seu espaço sem qualquer tipo de mandato.
Todo o indivíduo tem o direito de abandonar qualquer país, sem tarem directamente ligados a qualquer tipo de infracção.
Enfim, bastantes violações aconteceram neste genocídio de 94, em Ruanda.Nos tempos que correm deve-se respeitar as decisões de qualquer um, os seus gostos, as suas crenças e não culpar qualquer acontecimento mencionando grupos, crenças, religiões. Tudo ao que pertencer a um tipo de crença é castigado. Incorrecto, deve-se julgar e apurar individualmente independentemente da religião, etnia, raça ou estilo de vida.
Quem tem poder tem quase tudo, quem possui coração realmente é completo. A união dos dois poderá fazer maravilhas pelo mundo, aqui ficou um exemplo de uma história que as unio.
Paul vê-se numa situação difícil de digerir, tenta encontrar ajuda através do General, mas sem sucesso.A sua família fica a salvo depois de uma lista dos que vão ser cambiados para fora daquela situação, a sua família consta na lista, mas Paul não consegue virar costas aos outros então manda a sua família no caminho de uma cilada engenhosa dos Hutus, sem se aperceber de tal coisa.
...
Durante este cenário, alguns dos Direitos Humanos foram violados, apenas um homem seguiu o seu padrão de ideais, não se deixando levar pela sua crença na tribo Hutu e seguindo os valores humanos, combateu a desvalorização da vida humana naquele massacre, dando bens materiais e dinheiro em troco de vidas. Desfazendo-se de quase tudo o que possui-a.
Violou-se a liberdade de escolha ao fazer-se distinção entre quem era de uma das tribos, então quem pertencesse à tribo Tutsi era abatido e alguns dos traidores da tribo Hutu , então é um pouco de racismo não de cor mas de um tipo de crença.
Todos os humanos têm direito à liberdade, segurança pessoal e direito à vida, o que não aconteceu também.
Todos são iguais perante a lei, não é verdade aos olhos destes acontecimentos.
Direito de igualdade violado, inúmeras vezes.
Invasão de privacidade, quando o Paul e a sua família estavam a dormir, apareceram os militares no seu lar, violando o seu espaço sem qualquer tipo de mandato.
Todo o indivíduo tem o direito de abandonar qualquer país, sem tarem directamente ligados a qualquer tipo de infracção.
Enfim, bastantes violações aconteceram neste genocídio de 94, em Ruanda.Nos tempos que correm deve-se respeitar as decisões de qualquer um, os seus gostos, as suas crenças e não culpar qualquer acontecimento mencionando grupos, crenças, religiões. Tudo ao que pertencer a um tipo de crença é castigado. Incorrecto, deve-se julgar e apurar individualmente independentemente da religião, etnia, raça ou estilo de vida.
Quem tem poder tem quase tudo, quem possui coração realmente é completo. A união dos dois poderá fazer maravilhas pelo mundo, aqui ficou um exemplo de uma história que as unio.
domingo, 24 de julho de 2011
Datas comemorativas
- 01 - Dia da Vacina BCG
- 02 - Independência da Bahia
- 02 - Dia do Hospital
- 02 - Dia do Bombeiro Brasileiro
- 04 - Dia Internacional do Cooperativismo
- 04 - Comemoração da Independência dos EUA (Data Nacional)
- 04 - Dia do Operador de Telemarketing
- 06 - Dia da Criação do IBGE
- 07 - Dia do Mendes
- 08 - Dia do Panificador
- 09 - Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista
- 10 - Dia da Pizza
- 12 - Dia do Engenheiro Florestal
- 13 - Dia do Engenheiro de Saneamento
- 13 - Dia do Cantor
- 13 - Dia Mundial do Rock
- 14 - Dia do Propagandista de Laboratório
- 14 - Dia do Engenheiro Aqüicultor
- 14 - Dia da Liberdade de Pensamento
- 15 - Dia Nacional dos Clubes
- 15 - Dia do Homem (no Brasil)
- 16 - Dia do Comerciante
- 17 - Dia de Proteção às Florestas
- 19 - Dia da Caridade
- 19 - Dia Nacional do Futebol
- 20 - Dia do Amigo e Internacional da Amizade
- 20 - Dia da Primeira Viagem à Lua (1969)
- 23 - Dia do Guarda Rodoviário
- 25 - Dia de São Cristóvão
- 25 - Dia do Colono
- 25 - Dia do Escritor
- 25 - Dia do Motorista
- 27 - Dia do Motociclista
- 28 - Dia do Agricultor
- 31 - Dia mundial do orgasmo
Sarah L.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Continuação ...
Regência Trina Provisória
Os Regentes provisórios: Lima e Silva, Vergueiro e Marquês de Caravelas
Apesar do recesso parlamentar, dentro de poucas horas após a abdicação senadores e deputados que se achavam na Corte se reúnem. No Paço do Senado recebem oficialmente do general Francisco de Lima e Silva a renúncia do Imperador. Elegem a Regência Provisória, composta por três senadores: Francisco de Lima e Silva, Vergueiro e Marquês de Caravelas.Compunha-se, assim, de um militar de prestígio evidente, um liberal e um conservador, respectivamente. Tal regência estava prevista no Título 5º, Capítulo V, Artigos 121 a 130 da Constituição Política do Império do Brasil.
Tão logo tomou posse um dos primeiros atos da Regência foi restituir em seus cargos os ministros demitidos por Pedro I. Convocou a Assembleia Legislativa, anistiou os criminosos políticos e afastou das tropas os estrangeiros suspeitos e desordeiros.
Foi publicado um manifesto no qual o povo era exortado a manter a ordem, e ainda expondo as diretrizes políticas e administrativas do novo governo.Nele a junta governativa declara, com exagero que seus inimigos "eram tão poucos e tão fracos, que não mereciam consideração; mas que velava sobre eles como se fossem muitos e fortes".Apesar dos esforços por restaurar a ordem, não pode evitar que, tanto no Rio como nas Províncias, conflitos ocorressem entre soldados e portugueses adeptos do Partido Restaurador.
Aclamação de D Pedro II em 9 de abril de 1831, por Debret.
Dois dias após a abdicação, a 9 de abril, o jovem sucessor do trono é aclamado Imperador. A Junta dos Regentes leva-o até o Paço da Cidade, onde é apresentado ao povo. De tão jovem, teve o menino que acenar seu lenço sobre uma cadeira, numa cena retratada por Jean-Baptiste Debret.No mesmo dia a Junta expede decreto de anistia "aos cidadãos condenados ou mesmo pronunciados por crimes políticos e aos réus militares condenados por crimes de deserção".
O ex-monarca nomeara a José Bonifácio de Andrada e Silva, de quem se reconciliara após o conturbado rompimento, como tutor de seus filhos. Para a proteção do jovem imperador e suas irmãs, Francisca Carolina e Januária, que também permaneceram no país, ficaram os príncipes nos palácios de São Cristóvão ou da Boa Vista, então subúrbios da Capital. Tinha início um conturbado período, em que a unidade territorial do país, e a autoridade central, foram questionados e postos à prova por motins, revoltas e rebeliões.
Andrada, paulista, pedira ao diplomata francês Eduardo Pontois apoio a um eventual traslado do jovem príncipe, em caso de necessidade face as instabilidades políticas, para São Paulo, para onde mudaria a capital, obtendo resposta evasiva do estrangeiro.
D. Pedro I ficara em águas brasileiras até sua volta para a Europa; inicialmente embarcado numa fragata inglesa, foi na corveta francesa Volage que o ex-imperador vem a partir. Em 13 de abril a Regência anuncia a saída do ex-monarca do território nacional e o povo, festejando, sai às ruas para comemorar a "queda do tirano".
A Regência provisória tem de agir imediatamente, para conter revoltas que eclodem nas províncias: na Bahia, a pretexto de antigas desavenças, brasileiros atacam os portugueses e foi preciso ser pacificada. De igual modo teve de agir em Pernambuco e em Minas Gerais.
O caráter provisório desta Regência dura até a eleição de nova Regência tripartite, como Permanente, em 3 de maio daquele ano.
Regência Trina Permanente (1831 – 1835)
Dois dos Regentes permanentes: Lima e Silva e Monte Alegre.
No dia 17 de junho de 1831 no Paço do Senado a Assembleia Geral Legislativa, presidida por José Caetano da Silva Coutinho, senador e bispo paulista, tem lugar a eleição da Regência Trina Permanente, que foi composta pelos os deputados José da Costa Carvalho, Marquês de Monte Alegre, da Bahia; João Bráulio Moniz, maranhense e pelo senador Francisco de Lima e Silva, Barão da Barra Grande, do Rio. Baseou-se a eleição no Artigo 123 da Constituição vigente. Como os moderados compunham a maioria dos parlamentares, eram os eleitos adeptos desta corrente, deixando assim de fora os exaltados (em grande minoria, sobretudo na Câmara dos Deputados).
A composição deste triunvirato procurou manter o equilíbrio de forças que já havia no grupo provisório: representando norte e nordeste estava o maranhense João Bráulio Moniz, que substituía Carneiro de Campos neste papel; o sul e sudeste estava o Marquês de Monte Alegre que, apesar de nascido na Bahia, vivia em São Paulo, onde publicava o jornal O Farol Paulistano. Lima e Silva foi, assim, o único da Provisória mantido como Regente.
Na administração propriamente dita a Regência promoveu às reformas das Escolas de Medicina do Rio e de Salvador, convertendo-as em faculdades; reorganizou-se o Poder Judiciário; foi estabelecido o tribunal do júri.
[editar]A reforma liberal: limitação ao Poder Moderador
Dentre as primeiras medidas que a maioria liberal se propôs foi fazer uma reforma na legislação que disciplinava a própria Regência. Esta alteração teve como redatores os deputados Paula Sousa, o também Regente Marquês de Monte Alegre e o mineiro Honório Hermeto Carneiro Leão, e visaram ampliar a primazia do Poder Legislativo sobre o Executivo.
Pela reforma, o Poder Moderador passava a ser exercido pela própria Regência, por intermédio do Ministro que estivesse investido de tal Poder, e foi ainda diminuído nas suas prerrogativas, pois ao contrário da instituição criada por Pedro I, não mais teria o poder de destituir a Câmara dos Deputados - embora este poder já constasse das alterações feitas quando da Regência provisória, que também não podia conceder títulos nobiliárquicos ou condecorações.
Criação da Guarda Nacional
Antiga bandeira da Guarda Nacional da Província de São Paulo.
Ver artigo principal: Guarda Nacional (Brasil)
Uma das inovações instituídas pela Regência Trina foi a criação da Guarda Nacional, já em 1831. Esta força remetia o Exército ao segundo plano e se constituía na principal força pública com a qual o poder central procuraria conter os motins que estouravam. Sua estrutura era constituída por províncias, e subordinava-se ao governo provincial: primeiro ligavam-se à jurisdição do juiz de paz, encarregados do alistamento; depois destes subordinavam-se aos juízes criminais, aos presidentes das províncias e, finalmente, ao Ministro da Justiça.
Todos os cidadãos entre 21 e 60 anos em condições de serem eleitores eram obrigados a alistarem-se; cabia ao governo fornecer-lhes armas, mas o uniforme ficava por conta do alistado. Os cargos de comando eram eletivos em cada local. Buscou-se um modelo que privilegiava a participação cívica do cidadão, tal como ocorria na instituição congênere da França, que inspirou a brasileira.
Seu principal objetivo era a manutenção da unidade territorial do Império.
[editar]Embates políticos - as agitações dos Caramurus; o golpe de 30 de julho
A Regência encontrou o país em sérias dificuldades, um dos "mais difíceis da nossa história" (SILVA e PENNA), em decorrência de grave crise financeira e das agitações que ameaçavam a unidade nacional. Para enfrentar este quadro foi nomeado o padre Diogo Antônio Feijó, também ele deputado, como Ministro da Justiça.
Aos partidos Moderado (ximangos) e Exaltado(jurujubas ou farroupilhas) juntou-se mais tarde o Restaurador (chamado de Caramuru), que pregava a volta do Imperador Pedro I, e contava com a chefia de José Bonifácio,que recuperara seu anterior prestígio político ao ser nomeado tutor de jovem monarca.
Diante do quadro de instabilidade, Feijó exigiu que lhe desse a Regência uma autorização escrita de que teria total autonomia nos assuntos de sua pasta, para que pudesse enfrentar os motins que eclodiam, sobretudo no Rio de Janeiro. Parte das agitações, provocadas por Andrada e os Caramurus, tinham por objetivo desestabilizar a Regência. A 3 de abril de 1832 explode uma revolta na Capital, em meio a muitas intrigas políticas; responsabilizando o tutor do pequeno infante real, Feijó exige sua demissão deste cargo, tendo mesmo declarado: "ou José Bonifácio deixa a tutoria, ou eu deixo a pasta da Justiça".
Os deputados, de maioria moderada, eram favoráveis à destituição pedida pelo ministro; mas o Senado, onde Andrada ainda gozava de prestígio e tinha maioria conservadora, rejeitou por diferença de apenas um voto o projeto de destituição do tutor; Feijó então apresenta sua demissão, em 5 de abril.
Em sua atuação Feijó agiu com grande rigor e eficiência. Fez, ainda, aprovar uma lei que libertava os escravos que fossem oriundos de fora do Império - mas cuja eficácia foi nula.
Apesar de fora do governo, Feijó experimenta uma nova tentativa de fazer prosperar as reformas moderadas, no episódio que passou à história como Golpe de 30 de Julho. Contando com a ajuda do também padre José Bento Leite Ferreira de Melo, na tipografia onde este editara o jornal O Pregoeiro Constitucional - órgão liberal de oposição a D. Pedro I - é impressa a Constituição de Pouso Alegre, espécie de nova Carta que trazia em seu bojo as alterações que se arrastavam na Assembleia Geral, e que o golpe planejava ver aprovada.
Monique Paixão'
Os Regentes provisórios: Lima e Silva, Vergueiro e Marquês de Caravelas
Apesar do recesso parlamentar, dentro de poucas horas após a abdicação senadores e deputados que se achavam na Corte se reúnem. No Paço do Senado recebem oficialmente do general Francisco de Lima e Silva a renúncia do Imperador. Elegem a Regência Provisória, composta por três senadores: Francisco de Lima e Silva, Vergueiro e Marquês de Caravelas.Compunha-se, assim, de um militar de prestígio evidente, um liberal e um conservador, respectivamente. Tal regência estava prevista no Título 5º, Capítulo V, Artigos 121 a 130 da Constituição Política do Império do Brasil.
Tão logo tomou posse um dos primeiros atos da Regência foi restituir em seus cargos os ministros demitidos por Pedro I. Convocou a Assembleia Legislativa, anistiou os criminosos políticos e afastou das tropas os estrangeiros suspeitos e desordeiros.
Foi publicado um manifesto no qual o povo era exortado a manter a ordem, e ainda expondo as diretrizes políticas e administrativas do novo governo.Nele a junta governativa declara, com exagero que seus inimigos "eram tão poucos e tão fracos, que não mereciam consideração; mas que velava sobre eles como se fossem muitos e fortes".Apesar dos esforços por restaurar a ordem, não pode evitar que, tanto no Rio como nas Províncias, conflitos ocorressem entre soldados e portugueses adeptos do Partido Restaurador.
Aclamação de D Pedro II em 9 de abril de 1831, por Debret.
Dois dias após a abdicação, a 9 de abril, o jovem sucessor do trono é aclamado Imperador. A Junta dos Regentes leva-o até o Paço da Cidade, onde é apresentado ao povo. De tão jovem, teve o menino que acenar seu lenço sobre uma cadeira, numa cena retratada por Jean-Baptiste Debret.No mesmo dia a Junta expede decreto de anistia "aos cidadãos condenados ou mesmo pronunciados por crimes políticos e aos réus militares condenados por crimes de deserção".
O ex-monarca nomeara a José Bonifácio de Andrada e Silva, de quem se reconciliara após o conturbado rompimento, como tutor de seus filhos. Para a proteção do jovem imperador e suas irmãs, Francisca Carolina e Januária, que também permaneceram no país, ficaram os príncipes nos palácios de São Cristóvão ou da Boa Vista, então subúrbios da Capital. Tinha início um conturbado período, em que a unidade territorial do país, e a autoridade central, foram questionados e postos à prova por motins, revoltas e rebeliões.
Andrada, paulista, pedira ao diplomata francês Eduardo Pontois apoio a um eventual traslado do jovem príncipe, em caso de necessidade face as instabilidades políticas, para São Paulo, para onde mudaria a capital, obtendo resposta evasiva do estrangeiro.
D. Pedro I ficara em águas brasileiras até sua volta para a Europa; inicialmente embarcado numa fragata inglesa, foi na corveta francesa Volage que o ex-imperador vem a partir. Em 13 de abril a Regência anuncia a saída do ex-monarca do território nacional e o povo, festejando, sai às ruas para comemorar a "queda do tirano".
A Regência provisória tem de agir imediatamente, para conter revoltas que eclodem nas províncias: na Bahia, a pretexto de antigas desavenças, brasileiros atacam os portugueses e foi preciso ser pacificada. De igual modo teve de agir em Pernambuco e em Minas Gerais.
O caráter provisório desta Regência dura até a eleição de nova Regência tripartite, como Permanente, em 3 de maio daquele ano.
Regência Trina Permanente (1831 – 1835)
Dois dos Regentes permanentes: Lima e Silva e Monte Alegre.
No dia 17 de junho de 1831 no Paço do Senado a Assembleia Geral Legislativa, presidida por José Caetano da Silva Coutinho, senador e bispo paulista, tem lugar a eleição da Regência Trina Permanente, que foi composta pelos os deputados José da Costa Carvalho, Marquês de Monte Alegre, da Bahia; João Bráulio Moniz, maranhense e pelo senador Francisco de Lima e Silva, Barão da Barra Grande, do Rio. Baseou-se a eleição no Artigo 123 da Constituição vigente. Como os moderados compunham a maioria dos parlamentares, eram os eleitos adeptos desta corrente, deixando assim de fora os exaltados (em grande minoria, sobretudo na Câmara dos Deputados).
A composição deste triunvirato procurou manter o equilíbrio de forças que já havia no grupo provisório: representando norte e nordeste estava o maranhense João Bráulio Moniz, que substituía Carneiro de Campos neste papel; o sul e sudeste estava o Marquês de Monte Alegre que, apesar de nascido na Bahia, vivia em São Paulo, onde publicava o jornal O Farol Paulistano. Lima e Silva foi, assim, o único da Provisória mantido como Regente.
Na administração propriamente dita a Regência promoveu às reformas das Escolas de Medicina do Rio e de Salvador, convertendo-as em faculdades; reorganizou-se o Poder Judiciário; foi estabelecido o tribunal do júri.
[editar]A reforma liberal: limitação ao Poder Moderador
Dentre as primeiras medidas que a maioria liberal se propôs foi fazer uma reforma na legislação que disciplinava a própria Regência. Esta alteração teve como redatores os deputados Paula Sousa, o também Regente Marquês de Monte Alegre e o mineiro Honório Hermeto Carneiro Leão, e visaram ampliar a primazia do Poder Legislativo sobre o Executivo.
Pela reforma, o Poder Moderador passava a ser exercido pela própria Regência, por intermédio do Ministro que estivesse investido de tal Poder, e foi ainda diminuído nas suas prerrogativas, pois ao contrário da instituição criada por Pedro I, não mais teria o poder de destituir a Câmara dos Deputados - embora este poder já constasse das alterações feitas quando da Regência provisória, que também não podia conceder títulos nobiliárquicos ou condecorações.
Criação da Guarda Nacional
Antiga bandeira da Guarda Nacional da Província de São Paulo.
Ver artigo principal: Guarda Nacional (Brasil)
Uma das inovações instituídas pela Regência Trina foi a criação da Guarda Nacional, já em 1831. Esta força remetia o Exército ao segundo plano e se constituía na principal força pública com a qual o poder central procuraria conter os motins que estouravam. Sua estrutura era constituída por províncias, e subordinava-se ao governo provincial: primeiro ligavam-se à jurisdição do juiz de paz, encarregados do alistamento; depois destes subordinavam-se aos juízes criminais, aos presidentes das províncias e, finalmente, ao Ministro da Justiça.
Todos os cidadãos entre 21 e 60 anos em condições de serem eleitores eram obrigados a alistarem-se; cabia ao governo fornecer-lhes armas, mas o uniforme ficava por conta do alistado. Os cargos de comando eram eletivos em cada local. Buscou-se um modelo que privilegiava a participação cívica do cidadão, tal como ocorria na instituição congênere da França, que inspirou a brasileira.
Seu principal objetivo era a manutenção da unidade territorial do Império.
[editar]Embates políticos - as agitações dos Caramurus; o golpe de 30 de julho
A Regência encontrou o país em sérias dificuldades, um dos "mais difíceis da nossa história" (SILVA e PENNA), em decorrência de grave crise financeira e das agitações que ameaçavam a unidade nacional. Para enfrentar este quadro foi nomeado o padre Diogo Antônio Feijó, também ele deputado, como Ministro da Justiça.
Aos partidos Moderado (ximangos) e Exaltado(jurujubas ou farroupilhas) juntou-se mais tarde o Restaurador (chamado de Caramuru), que pregava a volta do Imperador Pedro I, e contava com a chefia de José Bonifácio,que recuperara seu anterior prestígio político ao ser nomeado tutor de jovem monarca.
Diante do quadro de instabilidade, Feijó exigiu que lhe desse a Regência uma autorização escrita de que teria total autonomia nos assuntos de sua pasta, para que pudesse enfrentar os motins que eclodiam, sobretudo no Rio de Janeiro. Parte das agitações, provocadas por Andrada e os Caramurus, tinham por objetivo desestabilizar a Regência. A 3 de abril de 1832 explode uma revolta na Capital, em meio a muitas intrigas políticas; responsabilizando o tutor do pequeno infante real, Feijó exige sua demissão deste cargo, tendo mesmo declarado: "ou José Bonifácio deixa a tutoria, ou eu deixo a pasta da Justiça".
Os deputados, de maioria moderada, eram favoráveis à destituição pedida pelo ministro; mas o Senado, onde Andrada ainda gozava de prestígio e tinha maioria conservadora, rejeitou por diferença de apenas um voto o projeto de destituição do tutor; Feijó então apresenta sua demissão, em 5 de abril.
Em sua atuação Feijó agiu com grande rigor e eficiência. Fez, ainda, aprovar uma lei que libertava os escravos que fossem oriundos de fora do Império - mas cuja eficácia foi nula.
Apesar de fora do governo, Feijó experimenta uma nova tentativa de fazer prosperar as reformas moderadas, no episódio que passou à história como Golpe de 30 de Julho. Contando com a ajuda do também padre José Bento Leite Ferreira de Melo, na tipografia onde este editara o jornal O Pregoeiro Constitucional - órgão liberal de oposição a D. Pedro I - é impressa a Constituição de Pouso Alegre, espécie de nova Carta que trazia em seu bojo as alterações que se arrastavam na Assembleia Geral, e que o golpe planejava ver aprovada.
Monique Paixão'
domingo, 17 de julho de 2011
Período Regencial
Bom, este é mais um poste referente a matéria de história, iremos concluir o assunto por etapas .
Bom estudo ...
Período regencial é como ficou conhecido o decênio de 1831 a 1840 na História do Brasil, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado "Golpe da Maioridade", quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.
Nascido a 2 de dezembro de 1825, Pedro II contava, quando da renúncia paterna, 5 anos e 4 meses, não podendo portanto assumir o governo que, por força da lei, seria dirigido por uma regência integrada por três representantes. Durante esta década sucederam-se quatro regências: A Provisória Trina, a Permanente Trina, a Una do Padre Feijó e a Una de Araújo Lima.
Foi um dos mais importantes e agitados períodos da História brasileira; nele se firmou a unidade territorial do país, a estruturação das Forças Armadas, debateu-se a centralização do poder e, ainda, o grau de autonomia das Províncias.
Ocorre nesta fase uma série de rebeliões localizadas, como a Cabanagem, no Pará, a Balaiada no Maranhão, a Sabinada na Bahia e a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, a maior e mais longa - que mostravam descontentamento com o poder central e as tensões sociais latentes da nação recém-independente - o que provocou o esforço conjunto de opositores por manter a ordem; sobre o período registrou Joaquim Nabuco que "No Brasil, porém, a Regência foi a república de fato, a república provisória..." Tratava-se de se construir um arranjo político que garantisse aos grupos a preservação de seus interesses, bem como a unidade territorial sob o manto da monarquia centralizadora - algo que apenas se consolidou somente por volta de 1850.
Segundo Emília Viotti da Costa a estrutura construída na Independência fez com que fosse organizado um sistema político que colocava os municípios dependentes das províncias e estas, ao poder central; e ainda "adotaram um sistema de eleições indiretas baseado no voto qualificado (censitário), excluindo a maior parte da população do processo eleitoral. Disputaram avidamente títulos de nobreza e monopolizaram posições na Câmara, no Senado, no Conselho de Estado e nos Ministérios"tal "Conselho de Estado", implementava o Poder Moderador instituído por Pedro I, quando dissolvera a Constituinte: formado por membros vitalícios, nomeados pelo monarca, não mais que em número de dez, tinham por função ser ouvidos "em todos os negócios graves e medidas gerais de pública administração, principalmente sobre a declaração de guerra, ajuste de paz, negociações com as nações estrangeiras, assim como em todas as ocasiões em que o imperador se propunha exercer qualquer das atribuições do Poder Moderador" - e ao qual se opunham fortemente os liberais.
Ocorrera em França a Revolução de 1830, derribando o monarca Carlos X, cujas idéias liberais se espalharam pelas demais nações, inclusive o Brasil. No país surgiram jornais como o Aurora Fluminense, de Evaristo da Veiga, no Rio de Janeiro; em São Paulo ocorre a morte de Libero Badaró, o que teria inflamado inda mais os ânimos contra o Imperador.[5]
Buscavam os liberais - divididos entre ximangos e exaltados - que D. Pedro I afirmasse a Independência, em oposição aos restauradores - que defendiam a união com Portugal. O Imperador efetuara uma viagem a Minas Gerais, onde foi recebido com frieza; ao voltar à Corte, foi recebido pelos portugueses com uma manifestação noturna de luminárias e, reagindo os nacionais, ocorrem conflitos conhecidos por Noite das Garrafadas. Desfaz o monarca o ministério, de índole moderada, substituindo-o por outro que foi recebido como absolutista - o que inflama inda mais os ânimos.
A reação de Pedro I causou surpresa mesmo entre os exaltados, pois o Imperador abdica em favor de seu filho menor, às 2 horas da madrugada de 7 de abril de 1831: os seus opositores queriam, somente, a restauração do ministério moderado. O gesto dá início ao período regencial.
Monique Paixão'
Bom estudo ...
Período regencial é como ficou conhecido o decênio de 1831 a 1840 na História do Brasil, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado "Golpe da Maioridade", quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.
Nascido a 2 de dezembro de 1825, Pedro II contava, quando da renúncia paterna, 5 anos e 4 meses, não podendo portanto assumir o governo que, por força da lei, seria dirigido por uma regência integrada por três representantes. Durante esta década sucederam-se quatro regências: A Provisória Trina, a Permanente Trina, a Una do Padre Feijó e a Una de Araújo Lima.
Foi um dos mais importantes e agitados períodos da História brasileira; nele se firmou a unidade territorial do país, a estruturação das Forças Armadas, debateu-se a centralização do poder e, ainda, o grau de autonomia das Províncias.
Ocorre nesta fase uma série de rebeliões localizadas, como a Cabanagem, no Pará, a Balaiada no Maranhão, a Sabinada na Bahia e a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, a maior e mais longa - que mostravam descontentamento com o poder central e as tensões sociais latentes da nação recém-independente - o que provocou o esforço conjunto de opositores por manter a ordem; sobre o período registrou Joaquim Nabuco que "No Brasil, porém, a Regência foi a república de fato, a república provisória..." Tratava-se de se construir um arranjo político que garantisse aos grupos a preservação de seus interesses, bem como a unidade territorial sob o manto da monarquia centralizadora - algo que apenas se consolidou somente por volta de 1850.
Segundo Emília Viotti da Costa a estrutura construída na Independência fez com que fosse organizado um sistema político que colocava os municípios dependentes das províncias e estas, ao poder central; e ainda "adotaram um sistema de eleições indiretas baseado no voto qualificado (censitário), excluindo a maior parte da população do processo eleitoral. Disputaram avidamente títulos de nobreza e monopolizaram posições na Câmara, no Senado, no Conselho de Estado e nos Ministérios"tal "Conselho de Estado", implementava o Poder Moderador instituído por Pedro I, quando dissolvera a Constituinte: formado por membros vitalícios, nomeados pelo monarca, não mais que em número de dez, tinham por função ser ouvidos "em todos os negócios graves e medidas gerais de pública administração, principalmente sobre a declaração de guerra, ajuste de paz, negociações com as nações estrangeiras, assim como em todas as ocasiões em que o imperador se propunha exercer qualquer das atribuições do Poder Moderador" - e ao qual se opunham fortemente os liberais.
Ocorrera em França a Revolução de 1830, derribando o monarca Carlos X, cujas idéias liberais se espalharam pelas demais nações, inclusive o Brasil. No país surgiram jornais como o Aurora Fluminense, de Evaristo da Veiga, no Rio de Janeiro; em São Paulo ocorre a morte de Libero Badaró, o que teria inflamado inda mais os ânimos contra o Imperador.[5]
Buscavam os liberais - divididos entre ximangos e exaltados - que D. Pedro I afirmasse a Independência, em oposição aos restauradores - que defendiam a união com Portugal. O Imperador efetuara uma viagem a Minas Gerais, onde foi recebido com frieza; ao voltar à Corte, foi recebido pelos portugueses com uma manifestação noturna de luminárias e, reagindo os nacionais, ocorrem conflitos conhecidos por Noite das Garrafadas. Desfaz o monarca o ministério, de índole moderada, substituindo-o por outro que foi recebido como absolutista - o que inflama inda mais os ânimos.
A reação de Pedro I causou surpresa mesmo entre os exaltados, pois o Imperador abdica em favor de seu filho menor, às 2 horas da madrugada de 7 de abril de 1831: os seus opositores queriam, somente, a restauração do ministério moderado. O gesto dá início ao período regencial.
Monique Paixão'
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Independência do Brasil
Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores.
A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.
A transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil (1807)
A partir de 15 de julho de 1799, o Príncipe do Brasil, D. João de Bragança, tornou-se Príncipe Regente de Portugal, pois sua mãe, a Rainha D. Maria I foi declarada louca. Os acontecimentos na Europa, onde Napoleão Bonaparte se afirmava, sucederam-se com velocidade crescente.
Desde 1801 que se considerava a idéia da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. As facções no governo português, entretanto, se dividiam:
a facção anglófila, partidária de uma política de preservação do Império Colonial Português e do próprio Reino, através do mar, apoiados na antiga aliança Luso-Britânica; e
a facção francófila, que considerava que a neutralidade só poderia ser obtida através de uma política de aproximação com a França.
Ambas eram apoiadas pelas lojas maçônicas quer de origem inglesa, quer de origem francesa. Considere-se ainda que as idéias iluministas francesas circulavam clandestinamente em livros, cada vez mais abundantes.
A decretação do Bloqueio Continental em Berlim (1806) tornou mais difícil a neutralidade Portuguesa. Em 1807, o Tratado de Fontainebleau dividiu arbitrariamente Portugal em três reinos. Desde Outubro desse ano, Jean-Andoche Junot, antigo embaixador francês em Lisboa, preparava-se para invadir Portugal. Foi nesse contexto que D. João pactuou com a Grã-Bretanha a transferência do governo para o Rio de Janeiro, sob a proteção dos últimos.
Com a invasão francesa de Portugal em progresso, a 29 de Novembro iniciou-se a viagem da Família Real e da Corte Portuguesa para o Brasil. Dezoito navios de guerra portugueses e treze ingleses escoltaram mais de vinte e cinco navios mercantes de Lisboa até à costa do Brasil. A bordo seguiam mais de quinze mil portugueses. O Reino ficava a ser governado por uma Junta de Regência que Junot logo dissolveu.
Com a presença da Família Real Portuguesa no Brasil a partir de 1808, registrou-se o que alguns historiadores brasileiros denominam de "inversão metropolitana", ou seja, o aparelho de Estado Português passou a operar a partir do Brasil, que desse modo deixou de ser uma "colônia" e assumiu efetivamente as funções de metrópole.
A Revolução liberal do Porto (1820)
O passo seguinte, que conduziu à independência do Brasil, ocorreu com a eclosão da Revolução liberal do Porto (24 de agosto de 1820), que impôs o regresso de D. João VI a seu país, visando forçar o retorno do chamado Pacto Colonial. A notícia do movimento chegou ao Rio de Janeiro em 12 de outubro, causando intensa comoção.
Reflexos no Pará
O movimento liberal do Porto já havia sido acolhido com entusiasmo na Ilha da Madeira e no arquipélago dos Açores quando a notícia chegou, a 1 de dezembro, a Belém do Pará. Como a província estava entregue a uma Junta interina, essa circunstância facilitou um pronunciamento de apoio entusiástico à causa constitucional. A bordo da mesma embarcação que trouxe a notícia, as Novas Amazonas, veio o estudante Filipe Patroni, que desafrontado e ardente, "logo alcançou o concurso dos chefes militares, coronéis João Pereira Vilaça e Francisco José Rodrigues Barata"[carece de fontes]. Este último, no dia 1 de janeiro de 1821, em nome do povo e da tropa proclamou a Constituição que iria ser elaborada pelas Cortes portuguesas. Desse modo, foi eleita por aclamação uma Junta Constitucional provisória de nove membros, dando-se comunicação ao Rio de Janeiro. Filipe Patroni e Domingos Simões Cunha foram eleitos procuradores da província e encarregados de representar, perante as Cortes e a Junta Suprema, os interesses da Província do Pará.
Reflexos na Província da Bahia
Incitada por Cipriano José Barata de Almeida e José Lino Coutinho, um levante registrou-se na Bahia a 21 de fevereiro de 1821. O Governador da Província, o conde da Palma, ordenou ao marechal Felisberto Caldeira Brant Pontes, inspetor das tropas, que reunisse as tropas fiéis. Desse modo, enfrentou os rebeldes com apenas cento e sessenta homens, pois a maior parte da tropa o abandonara. Não houve meio de os demover de constituir na Bahia uma Junta Constitucional Provisória, a exemplo de Belém, pela qual se manifestasse completa obediência às Cortes de Lisboa, jurando-se desde logo a Constituição. Palma cedeu, propondo ele mesmo os nomes das pessoas que formariam a Junta. E a Junta foi mais longe, dirigindo-se a Lisboa como se tal governo fosse já o único legítimo da monarquia e pedindo tropas portuguesas. Foram-lhe enviados 1.184 homens, a chamada Legião Constitucional Lusitana. A Junta nomeou ainda o marechal Luís Paulino de Oliveira Pinto de França para o cargo de Governador das Armas e o coronel Inácio Luís Madeira de Melo para o de inspetor das tropas, uma vez que Caldeira Brant acompanhara o conde da Palma ao Rio de Janeiro.
Reflexos na Província de Pernambuco
O governador da Província de Pernambuco, Luís do Rego Barreto, tinha um cenário difícil desde a Revolução de 1817, pois a terra ainda gemia com o "depravado e estúrdio despotismo", como refere Rocha Pombo em sua História do Brasil. Animado com as mensagens de Lisboa e a convite da Junta da Bahia, mas temeroso de desaforos, conservou toda a plenitude da autoridade e dirigiu um manifesto ao povo, expondo as bases da Constituição que iria ser promulgada e convocando eleitores de todas as paróquias. Os pernambucanos receberam com desconfiança as promessas e votaram com independência, elegendo as pessoas que lhes pareceram mais dignas, as quais "quase todas pertenciam mais ou menos ostensivamente aos vencidos de 1817".
A 29 de agosto de 1821 nomeou-se por aclamação uma Junta Provisional Temporária em Goiana, para contrabalançar outra, do partido português, em Recife. Mesmo pedindo reforços à Paraíba, Rego Barreto foi cercado, assinando a capitulação a 5 de outubro, junto à povoação do Beberibe.
Reflexos na Província da Paraíba
A vitória dos pernambucanos ecoou na vizinha Paraíba, onde a 25 de outubro foi eleita uma Junta Governativa para administrar a província em nome da Constituição portuguesa.
Reflexos na Província do Maranhão
A província do Maranhão era governada desde 1819 pelo marechal Bernardo da Silveira Pinto da Fonseca. Este, sem poder deixar de admitir a autoridade de um Conselho Consultivo, conseguiu transformar em farsa a eleição da Junta no dia 13 de abril, sendo ele próprio proclamado Governador provisório. Mandou, em seguida, deportar diversos patriotas, procedendo à eleição de dois deputados às Cortes de Lisboa. Posteriormente, no dia 15 de fevereiro de 1822 foi eleita uma Junta Provisória e o marechal embarcou de volta para Portugal.
Monique Paixão'
A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.
A transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil (1807)
A partir de 15 de julho de 1799, o Príncipe do Brasil, D. João de Bragança, tornou-se Príncipe Regente de Portugal, pois sua mãe, a Rainha D. Maria I foi declarada louca. Os acontecimentos na Europa, onde Napoleão Bonaparte se afirmava, sucederam-se com velocidade crescente.
Desde 1801 que se considerava a idéia da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. As facções no governo português, entretanto, se dividiam:
a facção anglófila, partidária de uma política de preservação do Império Colonial Português e do próprio Reino, através do mar, apoiados na antiga aliança Luso-Britânica; e
a facção francófila, que considerava que a neutralidade só poderia ser obtida através de uma política de aproximação com a França.
Ambas eram apoiadas pelas lojas maçônicas quer de origem inglesa, quer de origem francesa. Considere-se ainda que as idéias iluministas francesas circulavam clandestinamente em livros, cada vez mais abundantes.
A decretação do Bloqueio Continental em Berlim (1806) tornou mais difícil a neutralidade Portuguesa. Em 1807, o Tratado de Fontainebleau dividiu arbitrariamente Portugal em três reinos. Desde Outubro desse ano, Jean-Andoche Junot, antigo embaixador francês em Lisboa, preparava-se para invadir Portugal. Foi nesse contexto que D. João pactuou com a Grã-Bretanha a transferência do governo para o Rio de Janeiro, sob a proteção dos últimos.
Com a invasão francesa de Portugal em progresso, a 29 de Novembro iniciou-se a viagem da Família Real e da Corte Portuguesa para o Brasil. Dezoito navios de guerra portugueses e treze ingleses escoltaram mais de vinte e cinco navios mercantes de Lisboa até à costa do Brasil. A bordo seguiam mais de quinze mil portugueses. O Reino ficava a ser governado por uma Junta de Regência que Junot logo dissolveu.
Com a presença da Família Real Portuguesa no Brasil a partir de 1808, registrou-se o que alguns historiadores brasileiros denominam de "inversão metropolitana", ou seja, o aparelho de Estado Português passou a operar a partir do Brasil, que desse modo deixou de ser uma "colônia" e assumiu efetivamente as funções de metrópole.
A Revolução liberal do Porto (1820)
O passo seguinte, que conduziu à independência do Brasil, ocorreu com a eclosão da Revolução liberal do Porto (24 de agosto de 1820), que impôs o regresso de D. João VI a seu país, visando forçar o retorno do chamado Pacto Colonial. A notícia do movimento chegou ao Rio de Janeiro em 12 de outubro, causando intensa comoção.
Reflexos no Pará
O movimento liberal do Porto já havia sido acolhido com entusiasmo na Ilha da Madeira e no arquipélago dos Açores quando a notícia chegou, a 1 de dezembro, a Belém do Pará. Como a província estava entregue a uma Junta interina, essa circunstância facilitou um pronunciamento de apoio entusiástico à causa constitucional. A bordo da mesma embarcação que trouxe a notícia, as Novas Amazonas, veio o estudante Filipe Patroni, que desafrontado e ardente, "logo alcançou o concurso dos chefes militares, coronéis João Pereira Vilaça e Francisco José Rodrigues Barata"[carece de fontes]. Este último, no dia 1 de janeiro de 1821, em nome do povo e da tropa proclamou a Constituição que iria ser elaborada pelas Cortes portuguesas. Desse modo, foi eleita por aclamação uma Junta Constitucional provisória de nove membros, dando-se comunicação ao Rio de Janeiro. Filipe Patroni e Domingos Simões Cunha foram eleitos procuradores da província e encarregados de representar, perante as Cortes e a Junta Suprema, os interesses da Província do Pará.
Reflexos na Província da Bahia
Incitada por Cipriano José Barata de Almeida e José Lino Coutinho, um levante registrou-se na Bahia a 21 de fevereiro de 1821. O Governador da Província, o conde da Palma, ordenou ao marechal Felisberto Caldeira Brant Pontes, inspetor das tropas, que reunisse as tropas fiéis. Desse modo, enfrentou os rebeldes com apenas cento e sessenta homens, pois a maior parte da tropa o abandonara. Não houve meio de os demover de constituir na Bahia uma Junta Constitucional Provisória, a exemplo de Belém, pela qual se manifestasse completa obediência às Cortes de Lisboa, jurando-se desde logo a Constituição. Palma cedeu, propondo ele mesmo os nomes das pessoas que formariam a Junta. E a Junta foi mais longe, dirigindo-se a Lisboa como se tal governo fosse já o único legítimo da monarquia e pedindo tropas portuguesas. Foram-lhe enviados 1.184 homens, a chamada Legião Constitucional Lusitana. A Junta nomeou ainda o marechal Luís Paulino de Oliveira Pinto de França para o cargo de Governador das Armas e o coronel Inácio Luís Madeira de Melo para o de inspetor das tropas, uma vez que Caldeira Brant acompanhara o conde da Palma ao Rio de Janeiro.
Reflexos na Província de Pernambuco
O governador da Província de Pernambuco, Luís do Rego Barreto, tinha um cenário difícil desde a Revolução de 1817, pois a terra ainda gemia com o "depravado e estúrdio despotismo", como refere Rocha Pombo em sua História do Brasil. Animado com as mensagens de Lisboa e a convite da Junta da Bahia, mas temeroso de desaforos, conservou toda a plenitude da autoridade e dirigiu um manifesto ao povo, expondo as bases da Constituição que iria ser promulgada e convocando eleitores de todas as paróquias. Os pernambucanos receberam com desconfiança as promessas e votaram com independência, elegendo as pessoas que lhes pareceram mais dignas, as quais "quase todas pertenciam mais ou menos ostensivamente aos vencidos de 1817".
A 29 de agosto de 1821 nomeou-se por aclamação uma Junta Provisional Temporária em Goiana, para contrabalançar outra, do partido português, em Recife. Mesmo pedindo reforços à Paraíba, Rego Barreto foi cercado, assinando a capitulação a 5 de outubro, junto à povoação do Beberibe.
Reflexos na Província da Paraíba
A vitória dos pernambucanos ecoou na vizinha Paraíba, onde a 25 de outubro foi eleita uma Junta Governativa para administrar a província em nome da Constituição portuguesa.
Reflexos na Província do Maranhão
A província do Maranhão era governada desde 1819 pelo marechal Bernardo da Silveira Pinto da Fonseca. Este, sem poder deixar de admitir a autoridade de um Conselho Consultivo, conseguiu transformar em farsa a eleição da Junta no dia 13 de abril, sendo ele próprio proclamado Governador provisório. Mandou, em seguida, deportar diversos patriotas, procedendo à eleição de dois deputados às Cortes de Lisboa. Posteriormente, no dia 15 de fevereiro de 1822 foi eleita uma Junta Provisória e o marechal embarcou de volta para Portugal.
Monique Paixão'
terça-feira, 7 de junho de 2011
Entenda como surgiu o "são joão" .
Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.
O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.
A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.
No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

São João - 24 de junho
Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

São Pedro - 29 de junho
O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.
No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome desse acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.
=> Curiosidades :
BALANCÊ (balancer) - Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.É usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado só para os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCÊ. E vice-versa.
ANAVAN (en avant) - Avante, caminhar balançando os braços.
RETURNÊ (returner) - Voltar aos seus lugares.
TUR (tour) - Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.
Para acontecer a Dança é preciso seguir os seguintes Passos:
01. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma, diante da outra, separadas por uma distância de 2,5m. Cada cavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.
02. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU "CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS"
Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.
03. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU "DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS"
As damas, balançando o corpo, caminham até aos cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.
04. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADO
Os cavalheiros dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo.
Com os braços levantados, giram pela direita e dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa,
05. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTRO
Antes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando "Primeiras marcas ao centro , apenas os pares de vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, os outros fazem o "passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcador pedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo "aos seus lugares , os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de "Segundas marcas ao centro , os pares de no. 2 fazem o mesmo.
06. GRANDE PASSEIO
As filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.
07. TROCAR DE DAMA
Cavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.
08. TROCAR DE CAVALHEIRO
O mesmo procedimento. Cada dama vai passar portadas os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.
09. O TÚNEL
Os casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.
10. ANAVAN TUR
A doma e o cavalheiro dançam como no TUR. Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.
11. CAMINHO DA ROÇA
Damas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.
12. OLHA A COBRA
Damas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo.
Vários comandos são usados para este passo: "Olha a chuva , "Olha a inflação , Olha o assalto , "Olha o (cita-se o nome de um político impopular na região). A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.
13. É MENTIRA
Damas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.
14. CARACOL
Damas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.
15. DESVIAR
É o palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.
16. A GRANDE RODA
A fila é único agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dados, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo "Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos.
Na marcação "Duas rodas, cavalheiros para dentro , acontece o inverso, As rodas obedecem ao comando,movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for "Damas à esquerda e "Cavalheiros à direita ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.
17. COROAR DAMAS
Volta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dados, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.
18. COROAR CAVALHEIROS
Os cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora, que erguem os braços, de mãos dados, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dados, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.
19. DUAS RODAS
As damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dados, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando, os duos, no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!
20. REFORMAR A GRANDE RODA
Os cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.
21. DESPEDIDA
De um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente, Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.
Monique Paixão'
segunda-feira, 6 de junho de 2011
ciclo do ouro
No final do século XVII, as exportações de açúcar brasileiro (produzido nos engenhos do nordeste) começaram a diminuir. Isto ocorreu, pois a Holanda havia começado a produzir este produto nas ilhas da América Central. Com preços mais baixos e boa qualidade, o mercado consumidor europeu passou a dar preferência para o açúcar holandês.
Crise do açúcar e a descoberta das minas de ouro
Esta crise no mercado de açúcar brasileiro, colocou Portugal numa situação de buscar novas fontes de renda, pois, como sabemos, os portugueses lucravam muito com taxas e impostos cobrados no Brasil. Foi neste contexto que os bandeirantes, no final do século XVII, começaram a encontrar minas de ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Portugal viu nesta atividade uma nova fonte de renda.
A descoberta de ouro no Brasil provocou uma verdadeira “corrida do ouro”, durante todo século XVIII (auge do ciclo do ouro). Brasileiros de todas as partes, e até mesmo portugueses, passaram a migrar para as regiões auríferas, buscando o enriquecimento rápido. Doce ilusão, pois a exploração de minas de ouro dependia de altos investimentos em mão-de-obra (escravos africanos), equipamentos e compra de terrenos. Somente os grandes proprietários rurais e grandes comerciantes conseguiram investir neste lucrativo mercado.
Cobrança de impostos
A coroa portuguesa lucrava com a cobrança de taxas e impostos. Quem encontrava ouro na colônia deveria pagar o quinto. Este imposto era cobrado nas Casas de Fundição (órgão do governo português), que derretia o ouro, transformava-o em barras (com o selo da coroa portuguesa) e retirava 20% (um quinto) para ser enviado para Portugal. Este era o procedimento legal e exigido pela coroa portuguesa, porém, muitos sonegavam mesmo correndo riscos de prisão ou outras punições mais sérias como, por exemplo, o degredo.
Além do quinto, Portugal cobrava de cada região aurífera uma certa quantidade de ouro (aproximadamente 1000 kg anuais). Quando esta taxa não era paga, havia a execução da derrama. Neste caso, soldados entravam nas residências e retiravam os bens dos moradores até completar o valor devido. Esta cobrança gerou muito revolta entre a população.
Mudança da capital
Com a exploração do ouro, a região Sudeste desenvolveu-se muito, enquanto o Nordeste começou a entrar em crise. Neste contexto, a coroa portuguesa resolveu mudar a capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. Desta forma, pretendia deixar a capital próxima ao novo pólo de desenvolvimento econômico.
Nas regiões auríferas, várias cidades cresceram e muitas surgiram neste período. A vida nas cidades dinamizou-se, fazendo surgir novas profissões e aumentando as atividades comerciais, sociais e de trabalho. Teatros, escolas, igrejas e órgãos públicos foram criados nestas cidades. Vila Rica (atual Ouro Preto), Mariana, Tiradentes e São João Del Rei foram algumas das cidades que mais se desenvolveram nesta época.
Revoltas
As cobranças excessivas de impostos, as punições e a fiscalização da coroa portuguesa provocaram reações na população. Várias revoltas ocorreram neste período. Podemos citar a Revolta de Felipe de Santos, que era contrário ao funcionamento das Casas de Fundição. A própria Inconfidência Mineira (1789) surgiu da insatisfação com as atitudes da metrópole. Liderados por Tiradentes, os inconfidentes planejavam tornar o Brasil independente de Portugal, livrando o país do controle metropolitano. Apesar de ter sido sufocada, a Inconfidência Mineira tornou-se o símbolo da resistência brasileira.
Crise do açúcar e a descoberta das minas de ouro
Esta crise no mercado de açúcar brasileiro, colocou Portugal numa situação de buscar novas fontes de renda, pois, como sabemos, os portugueses lucravam muito com taxas e impostos cobrados no Brasil. Foi neste contexto que os bandeirantes, no final do século XVII, começaram a encontrar minas de ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Portugal viu nesta atividade uma nova fonte de renda.
A descoberta de ouro no Brasil provocou uma verdadeira “corrida do ouro”, durante todo século XVIII (auge do ciclo do ouro). Brasileiros de todas as partes, e até mesmo portugueses, passaram a migrar para as regiões auríferas, buscando o enriquecimento rápido. Doce ilusão, pois a exploração de minas de ouro dependia de altos investimentos em mão-de-obra (escravos africanos), equipamentos e compra de terrenos. Somente os grandes proprietários rurais e grandes comerciantes conseguiram investir neste lucrativo mercado.
Cobrança de impostos
A coroa portuguesa lucrava com a cobrança de taxas e impostos. Quem encontrava ouro na colônia deveria pagar o quinto. Este imposto era cobrado nas Casas de Fundição (órgão do governo português), que derretia o ouro, transformava-o em barras (com o selo da coroa portuguesa) e retirava 20% (um quinto) para ser enviado para Portugal. Este era o procedimento legal e exigido pela coroa portuguesa, porém, muitos sonegavam mesmo correndo riscos de prisão ou outras punições mais sérias como, por exemplo, o degredo.
Além do quinto, Portugal cobrava de cada região aurífera uma certa quantidade de ouro (aproximadamente 1000 kg anuais). Quando esta taxa não era paga, havia a execução da derrama. Neste caso, soldados entravam nas residências e retiravam os bens dos moradores até completar o valor devido. Esta cobrança gerou muito revolta entre a população.
Mudança da capital
Com a exploração do ouro, a região Sudeste desenvolveu-se muito, enquanto o Nordeste começou a entrar em crise. Neste contexto, a coroa portuguesa resolveu mudar a capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. Desta forma, pretendia deixar a capital próxima ao novo pólo de desenvolvimento econômico.
Nas regiões auríferas, várias cidades cresceram e muitas surgiram neste período. A vida nas cidades dinamizou-se, fazendo surgir novas profissões e aumentando as atividades comerciais, sociais e de trabalho. Teatros, escolas, igrejas e órgãos públicos foram criados nestas cidades. Vila Rica (atual Ouro Preto), Mariana, Tiradentes e São João Del Rei foram algumas das cidades que mais se desenvolveram nesta época.
Revoltas
As cobranças excessivas de impostos, as punições e a fiscalização da coroa portuguesa provocaram reações na população. Várias revoltas ocorreram neste período. Podemos citar a Revolta de Felipe de Santos, que era contrário ao funcionamento das Casas de Fundição. A própria Inconfidência Mineira (1789) surgiu da insatisfação com as atitudes da metrópole. Liderados por Tiradentes, os inconfidentes planejavam tornar o Brasil independente de Portugal, livrando o país do controle metropolitano. Apesar de ter sido sufocada, a Inconfidência Mineira tornou-se o símbolo da resistência brasileira.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Lista de datas comemorativas do Brasil.
Junho
- 01 - Semana Mundial do Meio Ambiente
- 01 - Dia de Caxias
- 01 - Primeira transmissão de TV no Brasil
- 03 - Dia Mundial do Administrador de Pessoal
- 03 - Pentecostes (festa móvel)
- 05 - Dia da Ecologia
- 05 - Dia Mundial do Meio Ambiente
- 07 - Dia da Liberdade de Imprensa
- 08 - Dia do Citricultor
- 09 - Dia do Tenista
- 09 - Dia da Imunização
- 09 - Dia Nacional de Anchieta
- 10 - Dia da Artilharia
- 10 - Dia da Língua Portuguesa
- 10 - Dia da Raça
- 11 - Dia da Marinha Brasileira
- 11 - Dia do Educador Sanitário
- 12 - Dia do Correio Aéreo Nacional
- 12 - Dia dos Namorados
- 13 - Dia de Santo Antônio
- 13 - Dia do Turista
- 14 - Dia do Solista
- 17 - Dia do Funcionário Público Aposentado
- 18 - Dia do Químico
- 18 - Dia da Imigração Japonesa
- 19 - Dia do Cinema Brasileiro
- 20 - Dia do Revendedor
- 21 - Dia da Mídia
- 21 - Dia do Imigrante
- 21 - Início do inverno
- 23 - Dia Universal Olímpico
- 24 - Dia das Empresas Gráficas
- 24 - Dia de São João
- 24 - Dia Internacional do Leite
- 26 - Dia do Metrologista
- 27 - Dia Nacional do Progresso
- 28 - Dia da Renovação Espiritual
- 29 - dia de São Pedro e São Paulo
- 29 - Dia do Papa
- 29 - Dia da Telefonista
- 29 - Dia do Pescador
- 30 - Dia Nacional do Bumba-Meu-Boi
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