terça-feira, 26 de abril de 2011

Comunas

A palavra comuna, na Idade Média, é a designação para a cidade que se tornava emancipada pela obtenção de carta de autonomia fornecida pelo rei. Atualmente, na França, o termo se refere à menor subdivisão administrativa do território. Em Portugal o termo remete à administração de conselho. É desconhecida da Idade Média em Portugal: os termos que indicam comunidade urbana com personalidade jurídica são chamados conselho ou municípios.
As raízes do movimento comunal encontram-se nas aspirações dos burgueses das cidades que queriam liberdade, segurança, isenção de impostos feudais e justiça própria; estas exigências resultavam do desenvolvimento comercial, que era afetado pela rigidez das estruturas feudais. Embora apresentem características semelhantes aos municípios portugueses, nem as cartas comunais francesas são comparáveis a forais, que na maioria dos casos não passam de listas de encargos a satisfazer à coroa pelos conselhos. Nos próprios burgos onde a burguesia mercantil predominava (como o Porto) e o grau de sujeição ao rei diminuía, dificilmente se poderá falar de «autonomia política» no sentido comunal.
As comunas eram grandes unidades de produção rural, abrangendo a agricultura e pequenas indústrias. Cada comuna estruturava-se de forma coletiva e centralizada. Os lotes agrícolas familiares, distribuídos na reforma agrária de 1950, foram eliminados, e toda a terra, colocada sob controle das comunas. As comunas organizavam também a vida social e a educação das crianças. A implantação desse sistema teve forte impacto sobre a vida familiar, diminuiu a força tradicional da autoridade paterna.

domingo, 24 de abril de 2011

Curiosidade sobre o dia.
24 de abril.
Guerra de Troia: Segundo a tradição, os gregos entram em Troia utilizando o Cavalo de Troia em 1184 a.C.

Por que o ovo e o coelho são símbolos da Páscoa?

 A maior celebração cristã (junto com o Natal, claro) tem sua origem na festa judaica do Pessach - que significa "passagem" em hebraico, uma referência à saída dos judeus do Egito e sua libertação da escravidão, com a chegada à terra prometida sob a liderança de Moisés. Durante a festa judaica, o ovo - um dos únicos alimentos que não perde a forma depois de cozido - é utilizado como símbolo do povo de Israel. Em determinado momento, o chefe de família se levanta e diz: "O povo de Israel é como esse ovo, que, quanto mais cozido na dor e no sofrimento, mais preserva sua unidade e sua identidade". (Evidentemente, naquela época o ovo ainda não era de chocolate.) A comemoração foi adaptada pelo cristianismo para relembrar a ressurreição de Cristo, que também representa a renovação da vida. "Já o coelho foi uma forma de popularizar a festa", diz Maria Ângela de Almeida, teóloga da PUC-SP.

Desde o antigo Egito, o animal era símbolo da fertilidade devido à sua incrível capacidade de procriação. "O Pessach teve origem em ritos tribais, cujo objetivo era celebrar a paz entre os povos. O cordeiro era repartido entre os chefes das tribos, num jantar comunitário que reforçava suas alianças. Nesse contexto, o coelho veio substituir o cordeiro", afirma Maria Ângela.

 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Curiosidade: Como surgiu o dia do índio.


Para entendermos como surgiu o dia do índio, devemos voltar para o ano de 1940, pois foi neste ano que foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões.
Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de Abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

No Brasil esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas que assinou o decreto nº 5.540, determinando que o Brasil, a exemplo dos outros países da América, comemorasse o Dia do Índio em 19 de Abril.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Exercicio de Fixação
Feudalismo

01. (FAAP) Durante grande parte da Idade Média, a Europa Ocidental viu definhar lentamente as atividades comerciais, a ponto de quase desaparecerem. Cite dois fatores que causaram o atrofiamento do comércio nesse período:

                              
02. (FUVEST) Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:

a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores  de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se  o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.


03.
(UNIP) O feudalismo:

a) deve ser definido como um regime político centralizado;
b) foi um sistema caracterizado pelo trabalho servil;
c) surgiu como conseqüência da crise do modo de produção asiático;
d) entrou em crise após o surgimento do comércio;
e) apresentava uma considerável mobilidade social.


04. (PUC) A característica marcante do feudalismo, sob o ponto de vista político, foi o enfraquecimento do Estado enquanto instituição, porque:

a) a inexistência de um governo central forte contribuiu para a decadência e o empobrecimento da nobreza;
b) a prática do enfeudamento acabou por ampliar os feudos, enfraquecendo o poder político dos senhores;
c) a soberania estava vinculada a laços de ordem pessoal, tais como a fidelidade e a lealdade ao suserano; 
d) a proteção pessoal dada pelo senhor feudal a seus súditos onerava-lhe as rendas;
e) a competência política para centralizar o poder, reservada ao rei, advinha da origem divina da monarquia.


05. (UNIP) Sobre o feudalismo, assinale a alternativa correta:

a) A economia era dinâmica, monetária e voltada para o mercado.
b) A sociedade era móvel, permitindo a ascensão social.
c) O poder político estava centralizado nas mãos de um monarca absolutista;
d) A mão-de-obra básica era formada por trabalhadores escravos.
e) As principais obrigações devidas pelos trabalhadores eram a corvéia e a talha.


06. (SANTA CASA) A Alta Idade Média (séculos V - XI) tem como uma de suas características singulares, que a define historicamente:

a) o desaparecimento dos reinos germânicos do Ocidente;
b) a consolidação e generalização do trabalho servil;
c) a organização das Cruzadas para combater os infiéis do Islão;
d) o desenvolvimento - com posterior centralização - do poder real;
e) o Renascimento Comercial, que reestruturou a vida econômica feudal.


07. (MACK) Marque a correspondência errada:

a) Corvéia - imposto em trabalho.
b) Talha - imposto em produtos.
c) Banalidades - imposto em produtos.
d) Vintém - imposto em produtos.
e) Mão-morta - imposto em produtos.


08. (MED. SANTOS) Quanto às relações entre suseranos e vassalos:

a) senhor e servo eram categorias semelhantes a suseranos e vassalos;
b) o servo prestava homenagem ao senhor feudal;
c) o senhor feudal concedia o benefício ao vassalo;
d) as obrigações entre vassalos e suseranos eram recíprocas;
e) o juramento de fidelidade podia ser rompido a qualquer momento.


09. (FUVEST)
"Empunhando Durandal, a cortante,
O rei tirou-a da bainha, enxugou-lhe a lâmina,
Depois cingiu-a em seu sobrinho Rolando
E então o papa a benzeu.
O rei disse-lhe docemente, rindo:
Cinjo-te com ela, desejando
Que Deus te dê coragem e ousadia,
Força, vigor e grande bravura
E grande vitória sobre os infiéis."

(La Chanson d'Aspremont)

A que ritual medieval se refere o texto? Qual o significado desse ritual?


10. (UFRN) Os acontecimentos abaixo constituem as características principais do feudalismo, exceto:

a) Ausência de poder centralizado.
b) As cidades perdem sua função econômica.
c) Instauração da relação vassalagem / suserania.
d) Comércio internacional intenso.
e) Organização do trabalho com base na servidão.








Resolução:

01. Ruralização da economia, em decorrência da crise do escravismo romano e da estruturação do sistema feudal; isolamento econômico e insegurança provocados pelas invasões sarracenas (árabes),  normandas (vikings), magiares (húngaras) e eslavas.
02. B 03. B 04. C 05. E
06. B 07. A 08. D  
09. Ao ritual em que um jovem nobre era armado cavaleiro, ritual de adubamento.
Seu significado era vincular o nobre guerreiro a uma conduta ética baseada na honra, lealdade, proteção aos
fracos e defesa do cristianismo.


10. D

terça-feira, 12 de abril de 2011

Feudalismo

O Feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis).Tem suas origens na decadência do Império Romano.Predominou na Europa durante a Idade Média .
Segundo o teórico escocês do iluminismo,Lord Kames,o feudalismo é geralmente precedido pelo nomadismo e sucedido pelo capitalismo em certas regiões da Europa. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei lhas dava.Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e ,em troca,recebiam o direito a uma gleba de terra para morar,além da proteção contra ataques bárbaros.Quando os servos iam para o manso senhorial,atravessando a ponte,tinham que pegar um pedágio,exceto quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal .
O feudalismo tem suas origens no século IV a partir das invasões germânica ( bárbaras ) ao Império Romano do Ocidente ( Europa ) .
As caracteristicas gerais do feudalismo são:poder descentralizado,economia baseada na agricultura de subsistência,trabalho servil e economia amonetária e sem comércio,onde predomina a troca ( escambo ) .
Tudo isso só será modificado com os primeiros indícios das Revoluções Burguesas.
Com a decadência e a destruição do Império Romano do Ocidente , por volta do século V d.C ( de 401 a 500 ) , em decorrência das inúmeras invasões dos povos bárbaros e da péssimas políticas econômicas dos imperadores romanos,várias regiões da Europa passaram a apresentar baixa densidade populacional e íntimo desenvolvimento urbano.
O esfalecimento do Império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras,ocorridas em diversas regiões da Europa,favoreceram senivelmente as mudanças econômicas e sociais que vão sendo introduzidas e que alteram completamente o sistema de propriedade e de produção característicos da antiguidade principalmente na Europa Ocidental .Essas mudanças acabam revelando um novo sistema econômico,político e social que veio a se chamar Feudalismo.O Feudalismo não coincide com o início da Idade Média ( século V d.c ) , porque este sistema começa a ser delineado alguns séculos antes do início dessa etapa histórica ( mais precisamente,durante o início do século IV ), consolidando-se definitivamente ao término do Império Carolíngio,no século IX d.C .
Em suma, com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras,os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses ( com medo de serem saqueados ou escravizados).Já na Idade Média,com vários povos bárbaros dominando a Europa Medieval,foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes de nobres romanos,que eram donos de pequenos agrupamentos de terra.E com as reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo,começou a surgir uma nova organização econômica e política: o feudalismo .
A sociedade feudal era composta por três estamentos ( mesmo que grupos sociasi com status praticamente fixo,não se pode dizer que a mudança de classe social não existia,pois alguns camponeses tornavam-se padres e passavam a integrar i baixo clero,por exemplo,mas essa mudança de classe social não existia,pois alguns camponeses tornavam-se padres e passavam a integrar o baixo clero,por exemplo,mas essa mudança era rara e um servo dificilmente ascenderia á outra posição ) :os Nobres ( gurreiros,bellatores),o Clero ( religiosos,oratores),e os servos ( mão de obra,laboratores).O que determinava o status social era o nascimento . Havia também a relação de suserania entre os Nobres,onde um nobre ( suserano ) doa um feudo para um outro nobre ( vassalo ).Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social ( a igreja foi uma forma de promoção,de mobilidade).
- O clero tinha como função oficial rezar.Na prática,exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa,onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido . Mantinham a ordem da sociedade evitando,por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas,revoltas e contratações camponesas.
- A nobreza ( também chamados de senhores feudais ) tinha como principal função a de guerrear,além de exercer considerável poder político sobre as demais classes.O rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar ( relações de suserania e vassalagem ).
- Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa:estavam presos á terra, sofriam intensa exploração,eram obrigados a prestarem serviços á nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável,a palavra " escravo " seria imprópria.Para receberem direito á moradia nas terras de seus senhores,juravam-lhe fidelidade e trabalho.Por sua vez,os nobres ,para obterem a posse do feudo faziam o mesmo juramento aos reis .
- Os vassalos oferecem ao senhor ou suserano,fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção.As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões,sendo o rei o suserano mais poderoso.

Economia e prosperidade

A produção feudal própria do Ocidente europeu tinha por base a economia agrária,de escassa circulação monetária,auto-suficiente.A propriedade feudal pertencia a uma camada privilegiada,composta pelos senhores feudais,altos dignitários da Igreja, ( o clero ) e longuínquos descendentes dos chefes tribais germânicos.As estimativas de renda per capita da Europa feudal a colocam em um nível muito próximo ao mínimo de subsistência.
A principal unidade econômica de produção era o feudo,que se dividia em três partes distintas: a propriedade individual do senhor,chamada manso senhorial ou domínio,em cujo interior se erigia um castelo fortificado;o manso servil,que correspondia á porção de terras arrendadas aos camponeses e era dividido em lotes denominados tenências;e ainda o manso comunal,constituído por terras coletivas pastos e bosques, usadas tanto pelo senhor quanto pelos servos.
Para o economista anarco-capitalista Hans Hermann Hoppe,como os feudos são supostamente propriedade do Estado ( neste caso,representado pelos senhores feudais), o feudalismo é , conequentemente,considerado por ele como sendo uma forma de manifestação socialista , o socialismo aristocrático ( servismo ).

Tributos e impostos da época

As principais obrigações dos servos consistiam em :
- Corveia : Trabalho compulsório nas terras do senhor ( mano senhorial) em alguns dias da semana ;
- Talha : Parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre,geralmente um terço da produção;
- Banalidade : Tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo,como o moinho,o forno,o celeiro,as pontes;
- Capitação : Imposto pago por cada membro da familia ( por cabeça );
- Tostão de Pedro ou Dízimo : 10% da produção do servo era pago á igreja,utilizado para a manutenção da capela local;
- Censo : Tributo que os vilões ( pessoas livres,vila ) deviam pagar,em dinheiro,para a nobreza;
- Taxa de Justiça : Os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre;
- Formariage :  Quando o nobre resolvia se casar,todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento,regra também válida para quando um parente do nobre iria casar. Todo casamento que ocorresse entre servos deveria ser aceito pelo suserano.No sul da França,especificamente,o senhor poderia ou não determinar que a noite de núpcias de uma serva seria para o usufruto dele próprio e não do marido oficial.Tal fato era incomum no restante da Europa,pois a igreja o combatia com veemência;
- Mão morta : Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil,em caso do falecimento do pai ou da família;
- Albermagem : Obrigação do servo em hospedar o senhor feudal caso fosse necessário .

sábado, 9 de abril de 2011

Heroína desconhecida

Pouca gente sabe, mas a avó de José de Alencar foi líder de duas revoluções 

 

Bárbara Pereira de Alencar quase provocou a morte da mãe, ao nascer em 11 de agosto de 1760, no município de Exu, Pernambuco. Uma parteira e um padre foram chamados às pressas. Depois de muita reza, ambas sobreviveram. Dali em diante, Bárbara deu trabalho. Muito trabalho. Que o digam os monarquistas do século 19. Ela se tornou peça fundamental em dois dos principais movimentos republicanos do Nordeste, a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador de 1824, e por isso foi primeira presa política do país.

Antes disso, casou-se com 22 anos e se mudou para Crato, no sul do Ceará. Teve cinco filhos. Dois deles, José Martiniano de Alencar e Carlos José dos Santos, foram estudar no Seminário de Olinda. O liberalismo europeu ganhava corpo nas elites brasileiras, que almejavam os ideais de independência e república. Enquanto isso, dona Bárbara e seus filhos começaram a organizar um braço revolucionário na cidade, com sede na casa da matriarca. "Dona Bárbara sempre foi considerada a cabeça pensante. Ela tinha a política nas veias e, na articulação, era a referência do grupo", afirma o escritor Roberto Gaspar, autor de Bárbara de Alencar, a Guerreira do Brasil - tão raro nas livrarias quanto as referências a ela nos livros de História do Brasil.

A Revolução Pernambucana finalmente estourou em Recife no dia 6 de março de 1817, liderada por Frei Caneca, Domingos José Martins e Antônio Carlos de Andrada e Silva. Em 3 de maio, durante a missa dominical da igreja do Crato, José Martiniano, filho de Bárbara, proclamou a república. Tropas foram enviadas para conter a revolta. Oito dias depois, os revolucionários, incluindo a matriarca, foram presos e enviados a pé para Fortaleza - acorrentados sob o sol, eles levaram um mês para caminhar 600 quilômetros.

Presa em calabouços de Fortaleza, Recife e Salvador, ela foi maltratada e impedida de ver os filhos. Libertada depois de três anos, ainda liderou um segundo levante, a Confederação do Equador, que se espalhou pelo Nordeste a fim de acabar com a monarquia. Na revolta, dois de seus filhos morreram. Outro, José Martiniano, pai do futuro escritor José de Alencar, se tornaria senador no mesmo ano em que ela faleceu: 1832. Aos 72 anos, dona Bárbara morreu sem ver a tão sonhada proclamação da República.
Galera, tive alguns problemas com a postagem do slide sobre idade média, portanto quem quiser o slide me adc no msn: Sarahh.ls@hotmail.com para que eu possa passar, ou então acessa o e-mail da turma.

A vida doméstica dos Bin Laden

Antes de ser terrorista, Osama bin Laden era marido e pai de família. Conheça a rotina familiar do homem mais procurado do mundo - contada por uma das esposas e um dos filhos dele.

 Hoje, ninguém sabe onde Osama bin Laden se esconde. Talvez em algum canto do Paquistão. Mas o inimigo número 1 dos EUA já teve endereço certo. Omar e Najwa bin Laden, filho e mulher do terrorista, estão lançando um livro em que revelam a vida doméstica da família, que morou na Arábia Saudita entre 1974 e 1991, passou 5 anos no Sudão e em 1996 se mudou para o Afeganistão. São revelações surpreendentes e engraçadas, que mostram um Osama contraditório e cheio de manias. Seja bem-vindo à casa dos Bin Laden.

Meu filho não é travesti
Najwa se casou com Osama em 1974. Tinha 15 anos e logo engravidou. Teve um filho, depois outro e mais outro - nos 3 primeiros anos de casamento, foram 3 filhos homens. Ela estava louca para ser mãe de uma menina. E, quando teve o quarto filho, Omar, não se aguentou - começou a deixar o cabelo do menino crescer e a vesti-lo como uma menina. "Minhas amigas diziam que Omar era muito bonito e me encorajavam", conta. Era 1981 e Osama passava longas temporadas longe de casa, combatendo a invasão soviética no Afeganistão. Um dia, ao voltar para seu lar na Arábia Saudita, se deparou com a cena bizarra. "Primeiro, ele ficou perplexo. Se agachava e passava os dedos nos cachos de Omar, e no vestido", relata Najwa. Depois, explicou ao menino: "Omar, este vestido que você está usando é para meninas. Este corte de cabelo é para meninas. Você é um menino". Osama mandou a mulher parar com a brincadeira, e ela obedeceu. Mas logo voltou a travestir o pequeno Omar nas ausências do marido. Até que Osama chegou de surpresa. "Ele não falou nada. Ficou parado, me encarando com uma expressão que deixava bem claro que eu não deveria brincar com o destino", conta. Najwa cortou os cabelos do menino, sumiu com os vestidos e nunca mais brincou de boneca até ter a primeira filha, 6 anos depois.

Férias em Hollywood
Osama bin Laden abomina os EUA. Mas já esteve lá. No final dos anos 70, ele e Najwa passaram duas semanas na terra dos infiéis. "Osama foi se encontrar com um homem chamado Abdullah Azzam." O tal Abdullah era um teólogo sunita, que pregava a guerra santa e viria a se tornar o mentor de Bin Laden. Najwa passou as duas semanas em Indianápolis, mas Osama foi passar 7 dias em Los Angeles. Não se sabe por que ele quis ir justamente a Hollywood, símbolo máximo da cultura americana. Mas a viagem foi tranquila. O único contratempo foi na hora de ir embora. No aeroporto, um homem se espantou com a roupa de Najwa, uma burca que cobria todo o corpo, e começou a encará-la. Osama não se ofendeu, e até achou graça na situação. "Meu marido e eu adoramos a América", diz Najwa.

Morte aos cachorros
No mundo islâmico, o cachorro não é o melhor amigo do homem - os muçulmanos evitam ter cães, que consideram sujos, como animais de estimação. Osama criava pastores-alemães, e não seguia à risca a determinação do islã: brincava e fazia carinho nos cachorros. Mas os filhotes não tinham a mesma sorte. "Um dia, eu estava cuidando da minha cadela e alguns guerrilheiros vieram pedir filhotes emprestados. Eu não gostei, mas pensei que eles estavam procurando cachorros para criar", conta Omar. Algum tempo e vários filhotes depois, o menino descobriu o destino dado aos cachorrinhos. "Os filhotinhos que eu e meus irmãos adorávamos estavam sendo sacrificados pelo jihad. Os soldados do meu pai estavam usando os filhotes para testar armas químicas." Osama não mostrou nenhum remorso quando isso foi descoberto pelo filho.